As aventuras de uma ex-calourinha inocente impressionada com as maravilhas de um mundo girando ao redor de falos.
Mas agora a calourice foi embora e, hoje, ela acha Mundo Falocêntrico um nome bem bizarro. Bem, eu nunca quis fazer um blog rosinha com coraçõezinhos pra textos delicadinhos e imbecizinhos, hehehehe.
O Mundo
Mariana N. A. L., ou DeLarge, deixo a cargo do leitor
30 de abril, há 21 anos.
Touro, ascendente Capricórnio, Lua Aquário e cuidado com minha Vênus em Gêmeos. É, eu sou fria e complicada pra cacete, heheheh
Publicidade e Propaganda na UFRJ, quase no fim.
Aspirante a redatora, trabalhando com programação visual.
Apaixonada por britrock e outras bandas novas de além da Inglaterra, por cinema alternativo (não intelectualóide, pelamordedeus) e por Dostoievski.
Querendo encontrar o Ivan Karamázov, o Raskolnikov, ou o Príncipe Míchkin na rua. Pode ser o Alex DeLarge também.
Doida por inteligência e beleza. Viciada numa boa conversa. Pouco me fodendo pros clichês dessas linhas.
Um pouco misteriosa e bem viadinha, o suficiente pra não querer mais completar isso aqui e pra querer um perfil minimalista. Gosto de ter gostinho de quero mais!
Gael García Bernal no 485
Anteontem. Debaixo de um sol escaldante no início da Presidente Vargas, ali no sopé do viaduto da Prefeitura, eu já estava puta. Passava de uma e meia da tarde, eu tava mais do que atrasada pra aula de Audiovisual quando o safado do ônibus finalmente deu as caras.
485. Penha-General Osório. Tão novo quanto uma carroça. Mas pelo menos tinha ar-condicionado.
Entrei. Xinguei as kombis que estavam na frente do ônibus e que atrapalharam minha visibilidade. Dei os dois reais (!) pra trocadora e fui sentar, nem um pouco surpreendida com o fato de o ônibus não estar lotado. Foi aí que vi alguém que me deixou sem ar...
Gael García Bernal!!!!!!!!!!!
Pois é, minhas amigas, o gatíssimo ator mexicano estava no 485, ouvindo tranqüilamente um discman. E, pasmem! O banco ao lado dele estava vazio! É lógico que eu me sentei!
Fiquei lutando bravamente contra minha vontade de pedir um autógrafo e engatar uma conversa no meu espanhol intermediário. A vergonha me ajudava muito a resistir. Mas é claro que, às vezes, eu dava uma olhadinha discreta naqueles olhos verdes que admiravam curiosos a paisagem de Laranjeiras. Mas, de repente, uma goteira (ê, carroça!) vinda da saída de ar-condicionado do digníssimo ônibus desviou aquele grande olhar verde-claro da janela. Nossa, como foi poético vê-lo enxugar a pequena gota de seu rosto!
Depois daqueles segundos de orgasmo visual (meu, evidentemente) provocado por uma goteira, Gael voltou a mirar a janela. E ficou assim até chegarmos ao viaduto do Mourisco, quando outra vez a goteira agiu. Só que dessa vez, a gota d'água não caiu nele, preferindo ir de encontro com o meu rosto. Na mosca! Gael olhou pra mim e disse palavras mágicas, num português perfeito: "Essas goteiras são irritantes!"
...
Gente, tombei! Como era fofo ele reclamando das goteiras! Reclamei junto, óbvio, e ainda aproveitei pra falar mal do 485. Ele concordou com tudo e ainda me perguntou onde eu pegava o busum! Gaguejei que infelizmente (antes disso eu diria felizmente, já que odeio o 485) quase nunca o pegava. Vi que Gael sentiu uma ponta de inveja de mim, já que, como ele disse, pegava aquela carroça no Fundão todo dia. Respondi que estudava na Praia Vermelha e que só andava naquele ônibus quando ia de casa pra Presidente Vargas. Ele concluiu, feliz, "você também é da UFRJ!". E ficamos conversando amenidades até meu ponto chegar e eu descer. Não olhei pra trás. E se ele fosse uma miragem e eu tivesse falado sozinha desde o Mourisco?! Bem, não sei... E não importa
É, minhas amigas, eu e Gael temos algo em comum. Ambos somos esperançosos estudantes da UFRJ e definitivamente detestamos o 485!